Nessa sexta-feira, (28) chega as plataformas digitais o sexto álbum de Katy Perry, o “Smile”. O projeto descrito pela cantora e pela crítica como um dos mais pessoais de toda a sua carreira, que possuem algumas particularidades que aguçam os fãs e os maiores admiradores do trabalho da mesma.

O álbum contem 12 faixas e é o primeiro desde o “One Of The Boys” que não possui nenhuma colaboração. Quando Katy Perry anunciou esse projeto, muitos acreditavam que ele seria totalmente inédito, completamente fora dos lançamentos avulsos que ela vinha trabalhando desde 2017 como: “Never Really Over” e “Harleys in Hawaii” que não tem nenhuma semelhança estética e sonora.

Mas então fomos impactados com o anuncio de Perry em dizer que essas faixas fariam partes do disco. Para começar a divulgação, ela lançou um clipe muito fofo e colorido de “Daisieis” e logo em seguida a música “Smile“, que tinha a pegada pop comercial exatamente como os que Katy produzia antes do Witness.

Katy resolveu dar o “Smile” seis capas diferentes, incluindo de uma fã arte feita por fãs – Katy Perry/Reprodução

Eis então que a capa do álbum saiu e descobrimos o “Smile” se tratava de um projeto com temática circense, Katy foi comparada ao palhaço Pierrot, e o conceito do álbum seria principalmente sobre superação e a fase escura que cantora passou após ser diagnosticada com depressão no final da turnê Witness. O colorido clipe da música nome do álbum veio para trazer ainda mais essa estética, mas, ao ouvirmos as faixas, vemos que o álbum é completamente desconexo e pouco tem a ver com a temática que ele propõe.

Embora as letras sejam realmente muito importantes e passem uma mensagem bem forte no qual Katy nunca tinha passado antes, todo o álbum parece uma junção de tudo que ela havia produzido nos últimos anos e vendido de uma forma mais comercial. Embora Perry tenha prometido que “Never Really Over” e “Harleys in Hawaii” ganharão novos vídeos, ainda sim, nenhuma música parece se conectar com a outra.

Entre as faixas estão músicas comerciais com pegada próxima ao que Dua Lipa e Gaga estão fazendo, “Teary Eyes” e “Resilient” são as únicas duas que realmente tem uma pegada mais circo. “Tucked” parece ser uma faixa do Teenage Dream e “Daisieis” parece ter sido incluída no álbum de ultima hora.

O que da a entender é que talvez Katy Perry queria lançar essas músicas, mas de uma maneira gradativa, como vinha fazendo e foi pressionada pela gravadora a fazer um álbum. O que pode salvar essa era é a videografia e a turnê, já que a mesma é conhecida pelos seus videoclipes lendários e suas turnês bem produzidas – mas sabemos que Katy Perry deve demorar pelo menos uns dois anos até rodar o globo novamente.

Nota: 5/10

Confira o nosso vídeo sobre o VMAS 2020:

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