Quem acompanha o mundo os HQS já estava esperando o lançamento de “Bloodshot” estrelado por Vin Diesel aos cinemas. A adaptação conta a história de Ray Garrison, um soldado recentemente morto em combate que foi trazido de volta à vida pela corporação RST como o super-humano. Com um exército nano-tecnológico correndo em suas veias, ele é uma força insuperável – mais forte do que nunca e com poder de cura instantâneo. Mas, ao controlar seu corpo, a corporação também toma controle de sua mente e memórias. 

Assim que começa o filme, somos introduzidos a uma cena de combate, onde Ray tenta salvar um refém de um sequestro e volta para casa para encontrar sua amada esposa. Não há muita introdução sobre quem é o personagem e toda a sua história por trás do exercito, o que não é um ponto negativo, já que é de fácil entendimento para o espectador de quem é o personagem.

Após o protagonista ser morto, somos apresentados a RST que lhe trouxe de volta a vida e as cenas trazem referência a diversos filmes de cultura Cyberpunk e futuristas, o que dá uma boa dinâmica aos vinte primeiro minutos do filme.

(L-R) Dr. Emil Harting (Guy Pearce) e Ray Garrison (Vin Diesel) Columbia Pictures/Reprodução

Dai em diante, as cenas de ação começam a tomar conta – o problema é que são cenas demais. Conforme o Bloodshot vai resolvendo os arcos abertos no filme, tudo se torna um ciclo vicioso e cansativo, se tornado desinteressante assistir os dramas do anti-herói. Vin Diesel não cumpre também o papel de bom protagonista, reduzindo o personagem a ter uma postura fria que só quer fazer vingança.

No filme também somos apresentados a KT (Elza Gonzalez) que tinha tudo para se tornar uma das melhores coisas apresentadas na narrativa, mas por falta de diálogos, a personagem acaba ficando apagada em algumas cenas. Mas, sua luta contra Dr. Emil Harting (Guy Pearce) (fundador e comandante da RST) acaba ganhando espaço do meio pro final.

Eiza Gonzalez (KT) – Columbia Pictures/Reprodução

Alivio cômico? Algumas tentativas ao longo do filme, mas isso ficou por conta de Wilfread Wigans (Lamorne Morris) que só é apresentado do meio para o final, quando já se está cansado de tantas cenas de ação e querendo que o filme termine.

Os efeitos gráficos hora são bons, hora deixam a desejar, mas algo relativamente satisfatório se levar em consideração de que “Bloodshot” não será um grande Bluckbuster, embora os fãs de Vin Diesel e da franquia Velozes Furiosos devam lotar salas de cinema nas primeiras semanas na esperança de que seja um filme bom.

Bloodshot chega aos cinemas no dia 12 de março.

NOTA: 5,0

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s