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Atenção: o conteúdo abaixo possui spoilers

Abordando um conteúdo futurista e apocalíptico, 3% é a primeira série brasileira do Netflix que estreou essa semana e já está dando o que falar nas redes sociais e entre os amantes de seriados.

Basicamente, o mundo é dividido em dois lados. O Continente, também conhecido como “O lado de cá” (onde há pobreza, devastação, fome) e o Mar Alto, conhecido como “O lado de lá” e o “paraíso”. Para chegar até o Mar Alto, jovens de 20 anos precisam passar pelo “Processo”, onde apenas 3% da população consegue se classificar.

Então, nos perguntamos: porque lançar uma série num mercado saturado de filmes que já abordam esse tipo de tema, como Jogos Vorazes, Divergente, Elyson, o Doador de Memórias, Mazer Runner e tantos outros? Mas é ai que nos enganamos. O piloto da série foi lançado em 2011 (antes de qualquer um desses filmes e sagas serem lançados). Sim, a ideia original foi nossa!

Confira abaixo:

Ao começar da trama, percebemos o quanto é importante para todos os jovens, passar no “Processo”, já que uma vez eliminado, não é possível se candidatar de novo. Lembrando um pouco a seleção de “Divergente”, os candidatos passam por interrogatórios, provas para testar a capacidade espacial, neurologia e a percepção.

E então que conhecemos Michele (Bianca Comparato). Uma infiltrada da resistência (uma organização criminosa que busca o fim do processo e a igualdade entre nos lados) que busca acima de tudo vingar a morte do irmão morto pelo coordenador do Processo, Ezequiel. Michele literalmente toma o ar de “Katniss Everdeen” da trama.

E assim como toda Katniss Everdeen tem o seu Peeta Mellark, conhecemos Fernando (Michel Gomes). Um cadeirante que busca passar para o outro lado pensando em uma vida melhor, muito diferente de seu pai (uma espécie de líder religioso, que acredita e prega sobre os benefícios de se estar no Mar Alto e sobre a força que todos devem ter ao passar pelo processo). E como não se pode esperar, Fernando desiste de todo o seus ideais e metas a fim de ficar com Michelle.

É impossível não comparar o romance dos dois dessa forma, já que, ao ser testado por um dos juízes, que dizia que Michelle havia sido eliminada do processo, nos últimos episódios da temporada, Fernando é eliminado.

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Fernando é o Peeta Mellark dessa temporada 

Assim como Michele, infiltrado entre o processo está Rafael (Rodolfo Valente). Sendo reprovado na primeira vez, Rafael mata seu próprio irmão e rouba sua identificação para chegar até o Mar Alto. Sendo completamente desonesto, mas ainda sim ganhando a confiança de seus companheiros, ele chega até o final e se classifica, mas se arrepende ao saber que ao entrar do outro lado, terá que ficar estéril, já que não existem crianças no Mar Alto e a única forma de chegar lá é pelo processo. Mas, ao contrario de Michele, Rafael não é descoberto.

A personagem sem dúvida mais amada é Joana (Vaneza Oliveira) que é criada as margens da sociedade e rouba para sobreviver e se alimentar. Assassinando sem querer a filha de um dos chefões que comando o lado do continente, ela busca ajuda e consegue se registrar e entrar no processo. Tendo uma inteligencia e astucia maior do outros candidatos, ela é um dos grandes destaques do processo. Joana está preocupada em fugir e não liga muito ao que o processo a impõe.

Mas no final da temporada, tendo a chance de matar o seu perseguidor, ela se recusa e é eliminada por Ezequiel. Joana passa acreditar que o processo é uma forma desigual de classificar os dois lados e sem dúvida se juntará a causa para tentar derrubar todo o sistema! (Obs: Talvez o nome Joana tenha sido em homenagem a Johanna de Jogos Vorazes que possui basicamente o mesmo temperamento).

Michele é descoberta como infiltrada ao tentar envenenar Ezequiel e acabar matando um dos funcionários sem querer. No final da temporada, ela confessa a ele que busca vingança pela morte do irmão, e descobre que nada verdade, tudo foi uma farsa para convence-la a se juntar a causa. (Seu irmão está vivo, vivendo do outro lado). Ezequiel então propõe que ela entregue os nomes de seus líderes na troca de seu passe live para o “Mar Alto”.

Conclusões finais: Para um grande amante de histórias desse gênero, é uma ótima série para se fazer uma boa maratona! Mas, para se construir um olhar mais crítico, é preciso analisar algumas falhas no roteiro e algumas cenas incrivelmente forçadas e copiadas de todas essas sagas.

Posso dizer que ainda sim, estou ansioso pela segunda temporada…

Um comentário em ““Apenas 3% é digno de passar no processo…”

  1. “Sendo reprovado na primeira vez, Rafael mata seu próprio irmão e rouba sua identificação para chegar até o Mar Alto.” Na verdade quando a mãe o visita na prova do dinheiro, dá a entender que o Rafael real ainda está vivo, e que na verdade o fake só roubou o registo, e ela sente desgosto pelo Rafael fake (Thiago). Fora isso tá ótimo, e acho que todos estão ansiosos pela 2ª temporada!

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